Maria Aparecida, conhecida por “Maria Cabelo” (foto), tentou na tarde desta segunda-feira (8), promover uma manifestação em frente à 37ª Delegacia Regional de Polícia de Ibaiti.
Com a morte da garotinha Graciely na tarde de ontem (7), vítima de atropelamento, Maria, usando da fragilidade dos familiares, organizou uma movimentação na porta do Cemitério Municipal distribuindo cartazes e panfletos, durante o sepultamento da menina, induzindo familiares e amigos que choravam pela morte da garotinha a irem até a porta da delegacia pedir justiça.
Polícia civis que estavam na delegacia tentaram conversar com as cerca de vinte pessoas organizadas por Maria. A mulher a todo instante gritava não deixando os policiais falarem. O investigador de plantão foi até os manifestantes e pediu para que três representantes entrassem com ele na sala do delegado para conversar. Maria tentou impedir que as pessoas falassem com o delegado. Com dificuldade o investigador conseguiu conduzir três membros da família e amigos da vítima na sala do delegado Ricardo Perin Nardi que com muito calma explicou que a Polícia Civil está investigando o caso e que somente o Poder Judiciário poderá tomar uma decisão em relação a tragédia ocorrida. O crime de trânsito é considerado culposo e a pessoa não pode ser presa em flagrante se permanece no local para prestar socorro à vítima. Os três representantes entenderam e foram embora para casa. Eles disseram que foram induzidos por Maria a fazerem o protesto. A mulher continuou na porta da Delegacia com o cartaz na mão por mais alguns minutos.
Maria pedia mais segurança no trânsito. O trânsito urbano não é de competência da Polícia Civil atuar, prevenindo e notificando infratores. Maria sabe disso, pois tem uma filha que é soldado da Polícia Militar trabalhando em Ibaiti. A polícia acha que Maria estava promovendo essa manifestação em protesto contra a prisão de seu irmão, Jerri André, conhecido como “Pé Sujo”, preso ha alguns dias por tráfico de drogas e está na carceragem da DP de Ibaiti.
Segundo informações, Maria é uma das pessoas que, logo após o acidente, tentou linchar Geraldo Oliveira Sena , de 69 anos, condutor do veículo que atropelou a garotinha. O homem foi salvo por uma moradora da rua que o escondeu em sua residência. Maria é moradora da rua onde aconteceu o atropelamento.
Maria é conhecida no meio policial. Ela já respondeu na justiça por envolvimento e tumulto em campanhas eleitorais.