Tribuna do Vale
Rua interditada também preocupa os dirigentes do Colégio Santa Terezinha, que querem maior segurança aos alunos e funcionários
Quem passa pela avenida Oliveira Motta, após o encerramento da Feira da Lua que acontece todas as noites de terça-feira em Santo Antônio da Platina, fica indignado com a sujeira que os feirantes deixam nas ruas. Moradores revoltados chegaram, inclusive, a fotografar o lixo espalhado pela avenida. Além do desrespeito pelos moradores, eles ainda temem que em dias de chuvas, os entulhos sejam carregados pelas águas e causem o entupimento das galerias pluviais causando alagamentos.
Dirigentes do Colégio Santa Terezinha, cujo muro serve de encosto para boa parte das barracas da feira, também não se conformam com a situação e assim que aulas recomeçarem, devem se reunir com os pais de alunos para que seja elaborado um abaixo-assinado pedindo a retirada da feira daquele quarteirão. Segundo uma funcionária, que preferiu não se identificar, além dos restos de alimentos jogados pelo chão, fumaça dos espetinhos assados e dos pasteis fritos, que invadem o estabelecimento desde às 15 horas das terças-feiras, a feira ainda interdita a rua e a entrada da escola. “Se alguém passar mal aqui dentro, será difícil conseguir a remoção da pessoa, porque a rua fica interditada. O problema do lixo é terrível, mas nossas preocupações ainda estão mais voltadas a segurança de nossos alunos e funcionários”, disse.
O secretário municipal de Obras e Serviços Urbanos da prefeitura de Santo Antônio da Platina, Fábio Galhardi, também está incomodado com a sujeira que fica na avenida após a feira livre.
Segundo ele, dentro dos próximos dias, os feirantes receberão uma notificação da prefeitura pedindo para que deixem o lixo ensacado, pronto para a coleta. “O problema é que o lixo tem ficado solto, espalhado e as garis só recolhem na manhã seguinte, Além do excesso de trabalho que sobra para elas, ainda existe, realmente, o risco dos entulhos entupir bueiros”, contou.
Segundo Galhardi, não existe uma legislação que regulamente a atividade dos feirantes, por isso, não há uma organização dos serviços. “Há pouco tempo, os feirantes contrataram duas mulheres para fazer a limpeza após a feira, mas elas acabaram desistindo e a situação tornou a ficar complicada. A prefeitura também já fez um projeto para mudar a feira de lugar, oferecendo uma estrutura melhor, mas enquanto esses planos não são colocados em prática, vamos reforçar essa questão da limpeza”, garantiu.